quarta-feira, 7 de maio de 2014

As Diferenças entre Surdocegueira e a Deficiência Multipla

Das diferenças entre as deficiências: Surdocegueira e a Deficiência Multiplas

                   A surdocegueira á uma deficiência única e que é muito bem definida por Lagati como podemos ver na citação abaixo:

"Surdocegueira é uma condição que apresenta outras dificuldades causadas pela cegueira e pela surdez. O termo hifenizado indica uma condição que somaria as dificuldades da surdez e da cegueira. A palavra sem hífen indicaria uma diferença, uma condição única e o impacto da perda dupla é multiplicativo e não aditivo". Lagati, 1995, p. 306, in BOSCO, UFC-MEC/2010.

Partindo desse pressuposto podemos afirmar que a pessoa com surdocegueira possui uma única deficiência, sendo esta adquirida ou congênita.
Segundo McInnes (1999) in Bosco, UFC-MEC/2010, a surdocegueira pode ser dividida em quatro categorias:
1- Indivíduos que eram cegos e se tornaram surdos;
2- Indivíduos que eram surdos e se tronaram cegos;
3 - Indivíduos que se tornaram surdocegos;
4 – Indivíduos que nasceram ou adquiriram a surdocegueira precocemente, ou seja, não tiveram a oportunidade de desenvolver linguagem, habilidades comunicativas, ou cognitivas nem base conceitual sobre a qual possam construir uma compreensão de mundo.

Ainda segundo esse autor as pessoas que adquiriram a surdocegueira congênita ou precocemente apresentam deficiências associadas como por exemplo: físicas e intelectuais. Ainda de acordo com o autor essas pessoas podem estar sendo classificadas como Surdocegos Pré-linguísticos ou Surdocegos Pós-linguísticos.

As pessoas com surdocegueira demonstram maiores dificuldades para observar, compreender e imitar os membros da família ou das pessoas que fazem parte de seu convívio sócio-afetivo devido à sua perda auditiva e visual concomitantes. Para a efetivação da comunicação e da aprendizagem dessas pessoas se faz necessário a utilização de técnicas e metodologias de ensino como por exemplo: a Libras Tátil, as caixas de antecipação, as pistas táteis, os calendários, TA, entre outras, para que seja possível a realização efetiva da comunicação e da aprendizagem dentro e fora do ambiente escolar, onde essa pessoa possa está se comunicando e aprendendo acerca de si e do mundo do qual está inserido. Fazendo-se também necessário a orientação dos familiares no que se refere ao trato com a pessoa que apresente essa condição.





As pessoas acometidas pela deficiência múltipla apresentam mais de uma deficiência associada, que afetam de forma branda ou intensa o funcionamento individual de cada pessoa em seu relacionamento social-afetivo.

Em relação as suas necessidades poderemos estar favorecendo o seu desenvolvimento relativo ao esquema corporal o que seria de grande importância. Outro aspecto que consideramos importante é a percepção de si mesmo e do outro, do mundo exterior do qual faz parte, temos como dever o de buscar o equilíbrio postural, a articulação, a harmonização e a autonomia dos seus movimentos objetivando o aperfeiçoamento de sua coordenação viso motora, motricidade fina e ampla e do desenvolvimento da sua musculatura e posteriormente da sua força muscular.

Em resumo, foi possível verificar que a pessoa com esse tipo comprometimento pode sim está sendo trabalhada dentro e fora do ambiente escolar, no intuito de buscar um desenvolvimento global de suas capacidades, associado às questões de aprendizagem, sócio-afetivo, cognitivo, comunicativo, de postura, motricidade ampla e fina etc.

Referencial teórico

BLAHA, Robbie. Calendários - Para Alunos com múltiplas deficiências Incluindo surdocegueira. Escola Texas para Cegos e com Baixa Visão – 2003. Tradução em 2005 – Projeto Horizonte.

BOSCO, Ismênia C. M. G.; MESQUITA, Sandra R. S. H.; MAIA, Shirley R. Coletânea UFC-MEC/2010: A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar - Fascículo 05: Surdocegueira e Deficiência Múltipla (2010). 


Maia, Shirley Rodrigues. Aspectos Importantes para saber sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla. São Paulo, 2011.
ROWLAND, Charity; SCHWEIGERT, Philip. Solucões Tangíveis para Indivíduos Com Deficiência Múltipla e ou com Surdocegueira (2005).


domingo, 9 de março de 2014

O AEE Para a Pessoa com Surdez


                   Tem sido um grande desafio para as instituições de ensino sejam elas de ordem pública ou privada, se adequar para o atendimento a pessoa com surdez na sala de aula comum aliada aos paradigmas políticos que regulamentam a inclusão dessa pessoa dentro desses espaços. Nesse sentido, faz-se necessário um olhar diferenciado para a inclusão da pessoa com surdez, para que consequentemente se abra um leque de possibilidades sócio-cultural e educacional e que consequentemente venha a suprir suas necessidades educacionais de um modo geral.
                   Dentro dessa perspectiva podemos acreditar na possibilidade irrefutável da inclusão da pessoa com surdez dentro do espaço escolar, nesse sentido garantindo seu ensino de forma organizada, através de uma pedagogia e de uma metodologia que garanta seu desenvolvimento intelectual, dentro de um ambiente agradável, onde haja interação entre o aluno e o professor, e que sempre que se fizer necessário esse professor se aproprie dos recursos e das metodologias que mais se adeque as necessidades e especificidades do aluno.
                   Assim sendo, se faz necessário o uso da “metodologia vivencial”, onde leva o aluno de acordo com Damázio; “aprender a aprender”. Assim sendo, podemos ver essa metodologia como sendo um norteador para o professor no sentido de favorecer o aluno com surdez, nesse caso através de uma abordagem bilíngue ou seja do ensino da Língua de Sinais e da língua Portuguesa de preferência na modalidade escrita.
                   É com esse pensamento que devemos organizar o AEE para a PS e promover a inclusão através da participação efetiva desse aluno nas atividades diárias realizadas dentro do contexto escolar, ou seja, garantindo o acesso e o uso das duas línguas que são indispensáveis para o atendimento ao aluno. Esse atendimento é composto de três momentos didáticos pedagógicos que são eles: o AEE em Libras, o AEE para o ensino de Libras e o AEE para o ensino da Língua Portuguesa escrita, como nos orienta Damazio, 2010:
Assim sendo, a organização didática do AEE PS é realizada mediante a formação do professor e do diagnóstico inicial do aluno com surdez. Em seguida, o professor elabora um plano AEE PS, envolvendo três momentos didáticos-pedagógicos: Atendimento Educacional Especializado em Libras; Atendimento Especializado para o ensino da Língua Portuguesa escrita; e o Atendimento Educacional Especializado para o ensino em Libras. Este plano de AEE PS deve respeitar o ambiente comunicacional das duas línguas e a participação ativa e interativa dos alunos com surdez, assegurando uma aprendizagem efetiva.  Damázio, 2010, p58.
                   O plano do AEE deverá ser elaborado de forma a promover a harmonização dentro do ambiente educacional onde haja comunicação entre as duas línguas, onde aconteça a interação e a participação efetiva do aluno com surdez, objetivando e garantindo sua aprendizagem escolar.
                   Sabemos que linguagem oral e a fala não são determinantes para o sucesso da aprendizagem, da mesma forma que a língua de sinais, ou seja, ambas não são de certa forma garantia para o sucesso do ensino e da aprendizagem. Porém, de acordo com o Decreto 5.626 de 5 de dezembro de 2005, é direito da pessoa com surdez um ambiente escolar que faça uso da Língua de Sinais e da Língua Portuguesa preferencialmente na modalidade escrita e que tanto a sala de aula comum como a escola como um todo faça uso dessas duas línguas concomitantemente, contribuindo para o desenvolvimento educacional da PS. Assim sendo, devemos buscar melhorar a qualidade das práticas didático-pedagógicas para  PS, de maneira a  trabalhar e estimular sua percepção/cognição, sua capacidade e potencialidades, sempre respeitando as suas especificidades e singularidades.

Referências
DAMÁZIO, Mirlene Ferreira Macedo. Educação Escolar da Pessoa com Surdez: uma rápida contextualização histórica. 2005.
DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas com Surdez-Atendimento Educacional Especializado em Construção. Revista Inclusão: Brasília: MEC, V.5, 2010. p.46-57.

                  

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

AUDIODESCRIÇÃO



       A audiodescrição é uma narrativa onde as pessoas com cegueira ou com baixa visão poderá está fazendo parte do mercado como consumidores dos produtos do meio de comunicação visual, seja na área cinematográfica, televisão, teatro ou qualquer outro tipo de produção artística ou áreas afins.

       Como podemos perceber no vídeo acima audiodescrição é uma narrativa, uma fala recheada de informações que acontecem no silêncio e que não estão contidos nos diálogos das produções. As crianças que tiver acesso ao vídeo poderá está tendo uma melhor compreensão da história de Natal da Turma da Mônica.

       As narrativas irá descrever as características ambientais como por exemplo: um cenário de uma praça, de um quarto, do vestuário, etc, ou seja, uma informação extra exclusivamente para as pessoas cegas ou com baixa visão, em alguns espaços elas poderão até está recebendo um fone de ouvido.

       Em alguns países  da Europa como Espanha, Inglaterra entre outros já oferecem a tecla sap na televisão com programas  audiodescritivos. 

       No Brasil a audiodescrição  já acontece em alguns filmes, porém na televisão brasileira esse tipo de narrativa ainda é motivo de luta para as pessoas com cegueira e baixa visão como podemos ver nos fragmentos dos textos abaixo de outubro do corrente ano: "

"Governo deve manter implantação de audiodescrição na TV

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região suspendeu portaria do Ministério das Comunicações que alterava o cronograma para implementação do recurso de audiodescrição na programação da televisão brasileira. De acordo com decisão do TRF-1, o Ministério das Comunicações tem 60 dias, a contar da intimação da decisão proferida no dia 2 de outubro, para cumprir o cronograma inicial previsto na Norma Complementar 1/2006.

Esta norma estabeleceu o prazo para implementação do recurso e o período mínimo que as emissoras devem disponibilizar a audiodescrição. Porém, por meio da portaria MC 188/2010 — agora suspensa pelo TRF-1 —, o Ministério das Comunicações ampliou o prazo e reduziu a escala de programação. A multa, caso o cronograma inicial não seja cumprido, é de R$ 5 mil por dia de atraso."
"Dia 11 de outubro passado, o Ministério Público Federal obteve êxito no Tribunal Regional Federal de Brasília em uma ação movida contra o Ministério das Comunicações para a retomada do cronograma de implantação da audiodescrição na televisão brasileira, estabelecida na Portaria 310, no ano de 2006, quando foi determinado que cada emissora deveria exibir 2 horas diárias de audiodescrição, aumentando 2 horas por ano até se chegar aos 100% da programação"  


      Podemos verificar que a acessibilidade para as pessoas cegas e com baixa visão ainda se configura motivo de luta pelo direito ao acesso as informações de maneira completa através da audiodescrição nos programas televisivos em nosso país. 

 

Fontes: 

http://tagasblog.wordpress.com/2013/11/04/nota-de-apoio-a-acao-do-ministerio-publico-federal-para-o-cumprimento-do-cronograma-de-audiodescricao-na-tv-brasileira/

http://infonoticiasdefnet.blogspot.com.br/2013/10/cegosaudiodescricao-justica-determina.html



domingo, 20 de outubro de 2013



LABIRINTO NO COMPUTADOR





Esse jogo consiste na eliminação de obstáculos até chegar à saída do labirinto. O aluno precisa encontrar o caminho que o leve a até a saída, para isso, terá que observar qual o caminho deverá percorrer para finalizar o percurso. Esse jogo possibilita ao aluno fazer e refazer diferentes caminhos, observando as possíveis possibilidades para sua finalização. O importante para o aluno é que ele irá apropriar-se da estratégia e do pensamento lógico para finalizar as etapas do jogo.

O jogo labirinto torna-se uma ferramenta pedagógica muito boa para o desenvolvimento da noção de organização, orientação espacial e de coordenação-viso-motora, ao mesmo tempo em que o aluno terá que pensar para fazer seu planejamento de estratégia a fim de concluir as etapas e ou níveis do jogo.

O professor do AEE poderá está contemplando em seu plano para o aluno com deficiência intelectual atividade disponíveis no computador, que despertem o interesse dos alunos e os motive, ao mesmo tempo busca desenvolver o raciocínio lógico e a estratégia. Assim sendo, dando oportunidade ao aluno de buscar suas próprias estratégias para solucionar e superar os obstáculos e os desafios propostos no jogo. 

Os meios e ou mecanismos que os alunos utilizarão no momento em que estiverem jogando proporcionará a eles situações em que estarão desenvolvendo e ou aguçando suas potencialidades, desenvolvendo sua capacidade de concentra-se, fazendo com que busque o pensamento lógico e de estratégia, o que poderá está trazendo benefícios para a sua aprendizagem de um modo geral. 

Objetivos:

Estimular a concentração, possibilitar uma melhor coordenação-viso-motora através da manipulação do mouse, fazer uso da estratégia para percorrer o labirinto até chegar ao final.

Fonte:http://webeduc.mec.gov.br/linuxeducacional/curso_le/programas_educacionais.html

Obs. Este jogo faz parte dos Programas Educacionais que vêm instalados no Linux Educacional nos computadores que o MEC envia as escolar públicas.

terça-feira, 3 de setembro de 2013



Tecnologia Assistiva: Sistema de Comunicação Pictórica

“Para as pessoas sem deficiência, a tecnologia 
torna as coisas mais fáceis. Para as pessoas 
com deficiência, a tecnologia torna
 as coisas possíveis”.
Radabaugh, 1993, in Rita Bersch

     Esse sistema é feito a partir de desenhos simples e de fácil reconhecimento pelos alunos com dificuldade de comunicação, podendo ser utilizado pelos alunos com surdez ou que tenham a fala comprometida por paralisia cerebral ou qualquer outra dificuldade de comunicação.
       Os PCS podem facilitar e viabilizar a comunicação do aluno com a professora da sala de aula regular, pela professora do AEE, demais alunos e comunidade escolar. 
       
 

O sistema PCS – Picture Comunication Symbols, foi criado pela fonoaudióloga estadunense Roxanna Mayer Johnson, em 1980. 
No Brasil foi traduzido como Símbolos de  comunicação Pictórica-PCS, encontra-se disponível também em software Boardmaker.
Boardmaker é um programa para computador desenvolvido especificamente para a criação de pranchas para  serem utilizadas nacomunicação alternativa.
Boardmaker significa: Board: prancha, Maker Produtor